Amsterdam é conhecida por suas flores, museus, canais, libertinagem e claro, coffees shops. Enquanto boa parte das pessoas estavam discutindo temas polêmicos, terminando amizades no facebook, eu estava aproveitando a cidade e tentando entender como funcionavam os coffees shops.

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Para entender: coffees shops são estabelecimentos que vendem, com autorização do governo, não café, mas maconha desde os anos 70 na Holanda, como resultado de uma política mais tolerante. O objetivo dos governantes era claro: diferenciar as drogas leves das pesadas. A consequência foi óbvia: violência relacionada ao tráfico reduzida praticamente a zero.

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As regras são claras. O único lugar onde você pode comprar esse tipo de droga é dentro de um coffeeshop, que não pode vender mais de 5g de maconha para um cliente, por dia. Sendo assim, as pessoas podem e devem consumir a maconha no coffee shop, em casa ou nos parques apenas. Para entrar em um, não se esqueça de levar seu passaporte. O documento é analisado na entrada, para evitar visitas indesejadas de menores de idade.

O visual incrível da cidade e a atmosfera liberal somado à esta tolerância da maconha atraem muitos turistas (inclusive eu). Com tantos coffee shops, dá para encontrar de tudo: da espelunca ao café bonitinho, e eles estão por todos os lados da cidade.

A sensação é de estar em uma mistura de café com pub, com pessoas sentadas em suas mesas conversando e outras no balcão. Geralmente há dois tipos de cardápios, um com comidas e bebidas e outra com tipos de maconha, que vão desde os tipos mais fracos e outros extremamente fortes. Eu fui  no mais fraco e mesmo assim achei forte, portanto se quiser fazer seu tempo render na cidade vá “da fraquinha” mesmo.

São mais de 200 coffees shops espalhados na cidade e é muito fácil de encontrar. Difícil mesmo, foi achar um lugar para tomar um café.

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